Você já pensou no quanto um ambiente pode influenciar a sua saúde?

Pois acredite, influencia muito mais do que você pode imaginar!

Por Mádia Santos Borges-Diretora de criação na BGarquitetura

Existem muitas formas do ser humano ser influenciado pelo seu habitat ao ponto deste lhe causar bem-estar. De acordo com um estudo britânico, realizado por pesquisadores da Universidade de Warwick, essa relação é mais representativa do que podemos imaginar e os ambientes que nos influenciam não são apenas as áreas mais verdes e os edifícios suntuosos e sim cenários harmoniosos. E o que teriam estes cenários e/ou ambientes de excepcional? Normalmente a resposta é simples: eles apresentam uma estruturação estética e funcional interessantes; eles evocam uma sensação de relaxamento; eles passam aconchego, confiança e segurança.

Hall do Hospital DNV em Milford, OH

Falando especificamente a respeito da arquitetura na área da saúde, os projetos de área médicas desenvolvidos até o final dos anos 90 baseavam-se fundamentalmente em conceitos de funcionalidade, com espaços estruturados a partir das diversas atividades desenvolvidas em seus ambientes e do estabelecimento de fluxos ideais para o desempenho de suas práticas de assistência e cuidados aos pacientes. Não havia, na maioria dos casos, a preocupação com os aspectos holísticos ou psicológicos das pessoas. Nos últimos anos, estes ambientes de saúde se depararam com novos desafios e passaram a ter maior preocupação com a experiência do paciente como um todo, adequando a tecnologia de ponta para o exercício da medicina à visão e anseios do paciente, pesquisando suas aspirações e suas angústias, com o objetivo de estabelecer adequadas relações psicológicas do indivíduo com o espaço que o acolhe. Repensando os serviços, apostando no treinamento de seu pessoal,  oferecendo não só espaços para os tratamentos específicos , mas também ambientes de descanso e descontração, preocupando-se com o conforto visual e acústico, as instituições de saúde iniciaram um processo de humanização de todas as suas atividades e seus espaços físicos.

Instituto para Diabetes- Health and Wellness in Dallas, TX. Photografia Chad M. Davis.

Nesse contexto, os “ambientes de cura” ganharam um design que favorecem o envolvimento de quem está sendo atendido, da família e da equipe de profissionais. Os pacientes,  dispondo de itens do conforto que usufruem em suas casas,  estabelecem com maior facilidade relações psicológicas com o espaço que o acolhe,  elemento fundamental da desejada cura.

Ao chegar a um consultório, em uma clínica ou a um hospital as pessoas não ficam avaliando os aspectos inerentes a uma boa arquitetura de interiores: a distribuição dos espaços, a paleta de cores utilizada , a boa iluminação natural e/ou artificial, os elementos de fácil limpeza,  assepsia e manutenção e a boa acústica. Mas estas mesmas pessoas são, sim, influenciadas positiva ou negativamente por todos estes aspectos. As sensações são intangíveis, mas os elementos que ali se apresentam influenciam o humor e  transmitem ao paciente a sensação de conforto, segurança e acolhimento. Provocar emoções pelas sutilezas só é possível quando a gente busca formas de agradar e dar carinho por meio do ambiente, tanto para quem é atendido quanto para os familiares, os amigos e os funcionários. Existem muitas formas de passar a mensagem: “eu estou preocupado com você e quero que sinta confiança porque todos aqui querem te ajudar”. A música, um bom ambiente de estar, um cafezinho, um espaço privado para o pós-atendimento e restabelecimento, uma iluminação aconchegante, um boa temperatura ambiente,…, tudo isto mostra o quanto a instituição preza pelo seu paciente .

Elaborar  projetos para este segmento requer conhecimento interdisciplinar e visão abrangente do negócio “Saúde”. Além da arquitetura, é fundamental conhecer o perfil dos clientes, dos usuários e as peculiaridades de cada serviço para criar um ambiente funcional, garantir sinergia entre as diversas áreas, além de conforto, aliando tecnologia, questões ambientais e segurança. Clínicas, centros de diagnóstico e consultórios, entre outras unidades médicas, quando bem projetados, contribuem para a redução de infecções e  fazem a diferença no tratamento dos pacientes.  Além disso, médicos e enfermeiros têm maior produtividade e concentração; exames e atividades terapêuticas são realizados com maior efetividade e a possibilidade do cliente voltar a utilizar os serviços e falar bem a respeito do médico ou da instituição é muito maior.
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Veja estas  Imagens de alguns de nossos projetos de consultórios médicos

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